1.329.373 procedimentos sem HAP registrada: como o Asgard Control Protocol aumenta o controle na criolipólise

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A hiperplasia adiposa paradoxal, conhecida como HAP, é uma complicação rara e tardia da criolipólise em que a área tratada aumenta de volume em vez de apresentar a redução esperada. Embora sua incidência seja baixa, a condição merece atenção porque pode surgir meses depois do procedimento e, quando estabelecida, geralmente exige abordagem cirúrgica para correção.

Na Adoxy, entendemos que segurança em criolipólise não depende apenas da temperatura selecionada no equipamento. Ela envolve tecnologia, controle dos parâmetros, escolha adequada do aplicador, padronização da execução, documentação e acompanhamento do paciente.

É com essa lógica que desenvolvemos o Asgard EVO e o Asgard Control Protocol, uma metodologia criada para aumentar a previsibilidade do procedimento e reduzir variáveis evitáveis durante todo o processo.

Até o momento, nossa base interna contabiliza 1.329.373 procedimentos realizados com a plataforma Asgard sem registro de casos de HAP. Esse histórico deve ser interpretado como um dado operacional da Adoxy, e não como afirmação de risco zero. A HAP possui fisiopatologia ainda não completamente esclarecida e nenhum procedimento médico ou estético pode ser considerado totalmente livre de eventos adversos.

O que é hiperplasia adiposa paradoxal na criolipólise?

A hiperplasia adiposa paradoxal é um evento adverso caracterizado pelo crescimento localizado do tecido adiposo na região submetida à criolipólise. Em vez da redução gradual esperada, desenvolve-se uma área aumentada e bem delimitada, frequentemente correspondente ao formato da região tratada pelo aplicador.

A HAP foi descrita na literatura médica em 2014 por Jalian e colaboradores. No relato original, a alteração surgiu alguns meses após o tratamento e foi caracterizada por aumento progressivo do tecido adiposo na área submetida à criolipólise.

Uma das características que tornam a HAP clinicamente relevante é seu aparecimento tardio. Alterações comuns após a criolipólise, como edema, sensibilidade ou equimoses, costumam ocorrer nas primeiras horas ou dias e evoluir gradualmente. A HAP apresenta comportamento diferente: o aumento de volume costuma surgir semanas ou meses depois do procedimento e pode continuar progredindo.

A literatura também indica que não há evidência consistente de regressão espontânea depois que a condição está estabelecida. Nos casos que exigem correção, lipoaspiração e outras abordagens cirúrgicas são descritas como opções terapêuticas.

Qual é o risco de HAP após a criolipólise?

A incidência de HAP varia entre os estudos, e essa diferença é importante para interpretar corretamente o risco.

O primeiro relato publicado estimou uma incidência de aproximadamente 0,0051%. Estudos posteriores encontraram números superiores. Uma avaliação multicêntrica envolvendo 8.658 ciclos identificou incidências entre 0,05% e 0,39%, além de observar que a maioria dos casos analisados estava associada a modelos mais antigos de equipamentos.

Um estudo de prática clínica publicado em 2025, baseado em 18.203 ciclos, calculou um risco entre aproximadamente 0,018% e 0,048% por ciclo, dependendo do método utilizado para o cálculo.

Uma revisão sistemática e metanálise mais recente também demonstrou que as estimativas disponíveis apresentam variação e limitações metodológicas. Isso significa que não existe atualmente um único número capaz de representar todos os equipamentos, protocolos, pacientes e contextos de tratamento.

Na prática, a conclusão mais importante não é escolher uma incidência isolada. É reconhecer que a HAP é rara, mas real, possui manifestação tardia e exige que tecnologia, protocolo e acompanhamento façam parte da estratégia de segurança.

Por que a HAP acontece?

A fisiopatologia da hiperplasia adiposa paradoxal ainda não foi completamente esclarecida.

Existem hipóteses relacionadas à resposta individual do tecido adiposo, características dos adipócitos e pré-adipócitos, alterações vasculares, hipóxia, fatores mecânicos e diferenças na entrega do resfriamento. Até o momento, porém, nenhum desses fatores foi demonstrado como causa única e universal da HAP.

Essa distinção é importante. Associar a HAP exclusivamente a uma proteína, uma determinada temperatura ou uma única etapa do procedimento simplifica um fenômeno biológico que continua sendo investigado.

O que os dados disponíveis permitem afirmar com maior segurança é que características do equipamento e do processo parecem ser relevantes. Em uma avaliação multicêntrica, 76,9% dos casos identificados estavam relacionados a modelos mais antigos de sistemas de criolipólise, e a introdução de modelos mais novos esteve associada a uma redução superior a 75% na ocorrência observada naquele conjunto de clínicas.

Para nós, esse dado reforça um princípio central do Asgard Control Protocol: quanto maior o controle das variáveis técnicas e operacionais, menor é a dependência de uma execução baseada apenas na experiência individual do operador.

Como o Asgard EVO aumenta o controle do resfriamento

O Asgard EVO é a plataforma de criolipólise 360 da Adoxy Medical desenvolvida com foco em controle, uniformidade e padronização do procedimento.

Na criolipólise, não basta selecionar uma temperatura no painel. O sistema precisa controlar a entrega térmica durante o ciclo, manter o acoplamento adequado e permitir que os parâmetros sejam ajustados de acordo com a área e com as características do tratamento.

O Asgard EVO combina resfriamento 360°, controle individual por aplicador e monitoramento de temperatura e vácuo. A plataforma pode operar em temperaturas de até -12 °C, respeitando a seleção de parâmetros realizada pelo profissional e o protocolo utilizado.

O resfriamento 360° amplia a área de contato térmico ao redor do tecido captado pelo aplicador. Na prática, o objetivo é favorecer uma entrega mais uniforme do resfriamento quando comparada a configurações baseadas apenas em superfícies de contato restritas.

Outro diferencial é a possibilidade de controlar os aplicadores individualmente. Isso permite adequar parâmetros às diferentes regiões tratadas e melhora a rastreabilidade quando múltiplas áreas são abordadas na mesma sessão.

Controle de vácuo também faz parte do procedimento

A aplicação de frio é apenas uma das variáveis da criolipólise com sucção. O vácuo tem a função de captar o tecido e mantê-lo adequadamente posicionado no interior do aplicador.

No Asgard EVO, a tecnologia Minimal Vacuum Cryolipolysis, ou MVC, permite utilizar o vácuo necessário para captação e estabilização do tecido e reduzir sua intensidade após o acoplamento, conforme protocolo e avaliação profissional.

A pressão negativa já foi discutida na literatura como uma possível variável envolvida na HAP, mas essa associação ainda não está estabelecida como relação causal. Por isso, não tratamos o MVC como uma garantia contra a hiperplasia.

A proposta é mais objetiva: utilizar o nível de vácuo necessário para executar o procedimento com controle, evitando manter intensidade elevada simplesmente por padrão quando ela não é necessária para conservar o acoplamento.

O que é o Asgard Control Protocol?

O Asgard Control Protocol, ou ACP, é uma metodologia proprietária da Adoxy que transforma a criolipólise em um processo clínico estruturado.

Em vez de considerar o procedimento apenas como o período em que o aplicador permanece sobre o paciente, o ACP organiza a jornada desde a avaliação inicial até o acompanhamento posterior.

Seu objetivo é reduzir variações evitáveis, aumentar a rastreabilidade da sessão e criar critérios consistentes de execução.

Entre os pontos centrais do protocolo estão a avaliação adequada do paciente, escolha do aplicador, definição e registro dos parâmetros, controle de temperatura e vácuo, monitoramento da sessão, documentação e acompanhamento após o procedimento.

As etapas do Asgard Control Protocol

Preparação do paciente e do tecido

A primeira etapa começa antes do resfriamento. O profissional avalia indicação, área de tratamento, espessura e distribuição do tecido adiposo, condições clínicas relevantes e expectativas do paciente.

Dentro das estratégias desenvolvidas pela Adoxy, o Hybrius EVO também pode ser integrado a protocolos pré e pós-criolipólise, conforme avaliação profissional e objetivo terapêutico.

O Hybrius EVO reúne tecnologias como ultrassom de 40 kHz, fotobiomodulação e radiofrequência. A indicação, os parâmetros e a combinação de recursos devem respeitar o protocolo aplicável a cada paciente.

É importante diferenciar a proposta tecnológica de uma conclusão causal ainda não demonstrada. A utilização do Hybrius EVO como parte do protocolo não deve ser apresentada como mecanismo comprovado de bloqueio da HAP. Sua função é integrar uma estratégia de cuidado e preparação definida pela Adoxy dentro do planejamento terapêutico.

Criolipólise com controle de temperatura, vácuo e acoplamento

Durante a etapa de resfriamento, o Asgard EVO permite controlar individualmente os parâmetros dos aplicadores e acompanhar temperatura e vácuo ao longo da sessão.

O profissional seleciona o aplicador de acordo com a anatomia e a área a ser tratada, realiza o acoplamento, configura os parâmetros indicados e acompanha o comportamento do sistema durante o ciclo.

Essa padronização reduz a dependência de decisões improvisadas e permite registrar exatamente como o procedimento foi executado.

Pós-procedimento e acompanhamento

O ACP não termina com a retirada do aplicador.

A fase posterior inclui avaliação imediata da área, registro das condições observadas, orientações ao paciente e planejamento dos retornos. Tecnologias complementares podem fazer parte da estratégia pós-procedimento quando indicadas pelo profissional.

A literatura descreve diferentes abordagens após a criolipólise. A massagem manual imediata, por exemplo, já foi estudada e apresentou aumento da redução da camada adiposa no protocolo avaliado. Portanto, não é correto afirmar que a massagem seja uma causa estabelecida de HAP.

A proposta do ACP é trabalhar com um processo definido pela Adoxy, evitando que condutas pós-procedimento sejam executadas sem critério ou padronização.

Por que o acompanhamento por até seis meses é importante?

A HAP é uma intercorrência tardia. Por isso, avaliar apenas os primeiros dias após a criolipólise não é suficiente para acompanhar completamente a evolução do paciente.

O acompanhamento estruturado permite comparar fotografias, avaliar o resultado progressivo, documentar alterações e investigar precocemente qualquer aumento de volume incompatível com a evolução esperada.

O ACP recomenda que a clínica estabeleça um processo de follow-up compatível com essa característica tardia da HAP. A avaliação pode incluir retornos programados, documentação fotográfica padronizada, palpação da área tratada e registro de possíveis intercorrências.

Se houver aumento progressivo e localizado de volume semanas ou meses depois da criolipólise, especialmente quando a alteração corresponde à área do aplicador, o paciente deve ser reavaliado.

1.329.373 procedimentos sem HAP registrada: como a Adoxy interpreta esse histórico

De acordo com a base interna da Adoxy, já foram contabilizados 1.329.373 procedimentos realizados com a plataforma Asgard sem casos de HAP registrados até o momento.

Para nós, esse é um indicador operacional relevante e faz parte do histórico de segurança da tecnologia. Ao mesmo tempo, comunicar esse número de maneira responsável exige deixar claro o que ele representa.

Esse dado não corresponde a um ensaio clínico prospectivo e controlado com 1.329.373 pacientes. Também não permite concluir cientificamente que o risco de HAP seja zero ou que a ocorrência seja impossível.

Trata-se de um dado proveniente da experiência acumulada e dos registros disponíveis da plataforma. Como ocorre com qualquer sistema baseado em acompanhamento e notificação, sua interpretação depende da qualidade dos registros e da comunicação de eventos pelos serviços que utilizam a tecnologia.

A mensagem correta, portanto, não é que a HAP foi definitivamente eliminada. A informação relevante é que a Adoxy não possui casos registrados de HAP nessa base documentada e que desenvolveu o Asgard EVO e o ACP com foco justamente no controle das variáveis técnicas e operacionais do procedimento.

O que os estudos sobre equipamentos mais novos ensinam sobre segurança

Um dos achados mais relevantes da literatura sobre HAP é a possível influência da geração tecnológica utilizada.

Na avaliação multicêntrica publicada no Aesthetic Surgery Journal, 76,9% dos casos observados estavam associados a modelos mais antigos de equipamentos, enquanto a introdução de sistemas mais novos reduziu substancialmente a incidência observada nas clínicas avaliadas.

Esse resultado não significa que um equipamento novo automaticamente impeça HAP. Ele demonstra, porém, que características tecnológicas e operacionais não devem ser ignoradas quando se discute segurança em criolipólise.

Por isso, acreditamos que a decisão sobre uma plataforma deve considerar muito mais do que a temperatura mínima anunciada. Uniformidade do resfriamento, controle individual, comportamento do vácuo, variedade e geometria dos aplicadores, capacidade de monitoramento, padronização de protocolos e acompanhamento clínico também fazem parte dessa análise.

Como comunicar HAP ao paciente sem alarmismo e sem promessas absolutas

Explicar a possibilidade de HAP faz parte de uma comunicação transparente sobre criolipólise.

O paciente precisa entender que se trata de uma complicação rara, que pode surgir meses após o tratamento e que apresenta comportamento diferente das alterações transitórias normalmente observadas depois de uma sessão.

Ao mesmo tempo, a comunicação não deve transformar um evento raro em motivo de alarme nem apresentar uma tecnologia como capaz de eliminar completamente qualquer risco.

Uma abordagem responsável é explicar que a clínica utiliza recursos e protocolos destinados a controlar variáveis do procedimento, documenta os parâmetros e acompanha a evolução posteriormente.

Essa postura fortalece o consentimento informado e ajuda a construir uma relação baseada em transparência, rastreabilidade e responsabilidade clínica.

Segurança em criolipólise é resultado de tecnologia, protocolo e acompanhamento

A discussão sobre HAP mostra por que a criolipólise não deve ser reduzida a escolher uma temperatura e conectar um aplicador.

A segurança depende de uma cadeia completa de decisões: avaliar corretamente o paciente, selecionar a área e o aplicador, controlar temperatura e vácuo, monitorar a sessão, registrar os parâmetros e acompanhar a evolução clínica.

Foi para estruturar essa cadeia que desenvolvemos o Asgard Control Protocol. É essa combinação entre tecnologia, método e rastreabilidade que orienta o desenvolvimento do Asgard EVO e a evolução contínua dos protocolos da Adoxy Medical.

Quer conhecer o Asgard EVO e entender como o Asgard Control Protocol pode ser incorporado à rotina da sua clínica? Fale com um especialista da Adoxy Medical e solicite uma demonstração técnica da plataforma.

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