O que o CBCD 2026 revelou sobre o futuro da medicina estética

cbcd a medicina estética evoluiu
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O 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026) reuniu mais de 3 mil médicos dermatologistas, pesquisadores e representantes da indústria no Centro de Convenções de Goiânia, de 30 de abril a 3 de maio de 2026. Com o tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial”, a edição marcou uma inflexão na história da especialidade: pela primeira vez, tecnologia não foi apenas assunto de simpósio, foi presença ativa em todas as etapas do evento, da curadoria científica à interação em tempo real com cirurgias ao vivo. O CBCD consolidou-se, mais uma vez, como o maior encontro da cirurgia dermatológica do Brasil e um dos mais relevantes do mundo, reunindo mais de 250 palestrantes brasileiros e 30 internacionais em quatro dias de atualização científica densa.

A Adoxy Medical esteve presente com Stand 18 e realizou Workshop Satélite no dia 1 de maio. Foi nesse contexto que lançamos o ReNuance, nosso sistema HIFU com Pure Pulse Technology e apresentamos, pela primeira vez em congresso nacional, o Protocolo Body Center para o paciente pós-GLP-1. O Dr. Victor Secomandi conduziu a apresentação clínica, demonstrando como a integração entre tecnologias de diferentes mecanismos de ação responde à complexidade crescente do paciente estético moderno.

Em 4 dias de congresso, 11 temas centrais definiram as tendências da medicina estética para os próximos 5 anos. A Adoxy Medical já tinha resposta clínica para todos eles.

1. Exossomos e terapia regenerativa: entrega é tão importante quanto o ativo

O professor Iñigo de Felipe (Espanha) abriu o Simpósio dos Grandes Mestres Internacionais com a palestra “O futuro dos exossomos na dermatologia”, posicionando os exossomos como a próxima fronteira da medicina regenerativa cutânea. A provocação central foi técnica e clínica ao mesmo tempo: de nada adianta a potência biológica dos vesículas extracelulares se o sistema de entrega não for capaz de ultrapassar a barreira do estrato córneo e atingir os fibroblastos dérmicos com eficiência reprodutível.

Uma revisão de escopo publicada no Journal of Drugs in Dermatology (2026), que analisou 17 estudos clínicos com terapias baseadas em exossomos entre 2020 e 2025, identificou que 76% dos estudos registraram melhoras em rugas, pigmentação, elasticidade, hidratação ou cicatrizes, mas também destacou que as rotas de entrega mais eficazes foram microagulhamento, laser fracionado de CO₂ e aplicação tópica pós-procedimento de energy-based devices. A entrega passiva, sem biopotencialização, segue sendo o principal gargalo da translação clínica. (JDD)

É nesse contexto que o Mjolnir Pro ocupa um lugar clínico distinto. Ao combinar plasma frio (CAP, Cold Atmospheric Plasma) com tecnologia fracionada e o protocolo SAFECoring que monitora e controla a temperatura tecidual em tempo real, o equipamento cria condições bioquímicas que favorecem tanto a permeabilização controlada do estrato córneo quanto a ativação de fibroblastos dérmicos. O plasma frio gera espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (RONS) que modulam vias de sinalização celular, induzem a produção de fatores de crescimento e estimulam a síntese de colágeno, mecanismo documentado em revisões publicadas no Frontiers in Oncology e em estudos sobre o potencial emergente do plasma atmosférico na biologia cutânea. (PMC)

Nossa abordagem com o Mjolnir Pro não promete entrega exógena de exossomos. O que oferecemos é potencializar a produção endógena dessas vesículas regenerativas e amplificar a penetração de ativos como PRP, fatores de crescimento e peptídeos bioestimuladores que o médico já utiliza. O SAFECoring garante que essa estimulação aconteça dentro de uma janela térmica segura, sem pico de temperatura que comprometa a viabilidade celular e sem variabilidade dependente do operador. Regeneração é ciência de entrega.

2. Radiofrequências o caminho que o simpósio não percorreu

O prof. Rogério Ranulfo, um dos maiores especialistas brasileiros em cosmiatria e homenageado desta edição do CBCD, coordenou simpósio comparando as radiofrequências disponíveis no mercado. O foco das apresentações recaiu predominantemente sobre as RF microagulhadas, tecnologias invasivas que entregam energia diretamente na derme reticular por meio de agulhas, produzindo coagulação controlada e neocolagênese a partir do trauma. A eficácia é documentada. Mas o perfil de uso com downtime, sangramento, risco de hiperpigmentação pós-inflamatória em fototipos mais altos e dependência técnica do operador circunscreve a aplicabilidade clínica.

O dado que o simpósio não explorou é que existe outro caminho para atingir a mesma profundidade de remodelação dérmica sem as agulhas.

O Perfection Mode é o único sistema de RF criogênica do mundo a operar com a tecnologia Frost Motion, que permite controle ativo de temperatura entre -10°C e +45°C durante toda a sessão. Isso significa que a energia de radiofrequência penetra nas camadas dérmicas mais profundas enquanto o resfriamento ativo protege a epiderme e as estruturas superficiais invertendo a lógica das RF convencionais, que dependem do gradiente de temperatura para proteger a superfície passivamente. O resultado é neocolagênese profunda com perfil de segurança equivalente ao de um procedimento não invasivo: sem agulhas, sem sangramento, sem downtime, sem hiperpigmentação pós-inflamatória.

A evidência clínica para RF não invasiva é sólida. Uma revisão publicada no Journal of the American Academy of Dermatology confirmou que a radiofrequência produz contração imediata das fibras de colágeno e estimulação fibroblástica com remodelação progressiva ao longo de 3 a 6 meses. O diferencial do Perfection Mode está na capacidade de modular a temperatura com precisão durante o tratamento, não apenas resfriando a superfície antes ou depois da aplicação, mas mantendo um gradiente térmico ativo em tempo real. Para o médico que trabalha com pacientes que recusam downtime ou com restrições ao procedimento invasivo, o Perfection Mode não é alternativa de menor eficácia é escolha técnica com perfil de segurança distinto e maior amplitude de indicação. (JAAD)

3. HIFU e o futuro do lifting não cirúrgico: consenso confirmado, tecnologia evoluída

O simpósio “Laser e Tecnologias: O Que Você Vai Usar nos Próximos 5 Anos”, coordenado pelos drs. Alexandre Filippo, Lucas Basmage e Valéria Campos, consolidou o que a literatura clínica já vinha indicando: o HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound) é o consenso da medicina estética para lifting não cirúrgico nos próximos anos. A concordância entre especialistas nacionais e internacionais foi notável,  o mecanismo de ação, a profundidade de atuação no SMAS e a capacidade de produzir resultados equivalentes a procedimentos cirúrgicos menores, sem incisão, foram destacados como diferenciais insubstituíveis.

A base científica para essa conclusão é extensa. Uma revisão sistemática publicada no Aesthetic Surgery Journal (junho de 2025), que analisou 45 estudos clínicos e de coorte entre 2010 e 2024, documentou que o HIFU Documeta melhoras na flacidez cutânea da face, pescoço e regiões perioculares com variação de 18% a 30% em índices objetivos de qualidade tecidual, com menos de 5% dos pacientes relatando eventos adversos transitórios como eritema e edema leve. Os resultados são duradouros: a remodelação de colágeno, que se inicia com a criação de zonas de microcoagulação no tecido conjuntivo profundo, continua progressivamente por 3 a 6 meses após a sessão. (PubMed)

No Workshop Satélite do dia 1 de maio, lançamos o ReNuance, nosso sistema HIFU com Pure Pulse Technology e disparo bidirecional multiplanar. A diferença técnica em relação aos sistemas disponíveis no mercado é fundamentalmente estrutural: enquanto a maioria dos equipamentos HIFU entrega energia em um único plano focal fixo, o ReNuance opera com múltiplos planos de coagulação ajustáveis, o que permite tratar o SMAS, a derme reticular e a hipoderme superficial em uma única sessão de 30 a 45 minutos. A Pure Pulse Technology regula a intensidade e a frequência dos pulsos ultrassônicos para maximizar a resposta fibroblástica sem exceder os limiares de segurança tecidual.

O resultado clínico é lifting real com manutenção documentada de 12 a 18 meses após sessão única. Não há downtime. O paciente trata na sexta-feira e retorna ao trabalho na segunda-feira, ou antes. Para a clínica, isso significa agenda previsível, paciente satisfeito e resultado que se sustenta sem retornos emergenciais.

4. GLP-1 e a pele: a clínica chegou antes da conferência

A Conferência CO4, intitulada “Beyond Weight Loss: The Effects of GLP-1 Receptor Agonists on Skin and Hair”, apresentada por Natasha Mesinkowska (EUA) e moderada pela Dra. Mariana Lima (PE), sinalizou um movimento que os clínicos mais atentos já vinham observando nos consultórios: os pacientes em uso de agonistas dos receptores de GLP-1, semaglutida, liraglutida, tirzepatida, chegam ao dermatologista com um conjunto de alterações cutâneas e corporais que vai muito além da perda de peso. Flacidez acelerada pela perda rápida de massa adiposa, alterações na composição muscular, mudanças na qualidade da pele, queda de cabelo são manifestações que exigem abordagem específica e protocolar.

A literatura de 2025 confirma o impacto sistêmico dessas moléculas na biologia cutânea. Uma revisão publicada no Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology documentou que os agonistas de GLP-1 exercem efeitos anti-inflamatórios diretos na pele, modulam a resposta imune, melhoram a cicatrização e podem beneficiar condições inflamatórias como psoríase e hidradenite supurativa, independentemente do controle glicêmico e da perda de peso. Ao mesmo tempo, a perda rápida de massa gordurosa subcutânea, sem o suporte adequado da musculatura subjacente, produz um fenótipo clínico novo: o paciente magro com flacidez cutânea significativa, déficit de tônus muscular e metabolismo celular comprometido pela restrição calórica prolongada. (PMC)

O Protocolo Body Center foi desenvolvido pela Adoxy Medical antes desta conferência, porque a clínica já via esse paciente. O protocolo combina três equipamentos em sequência: o Supramáximus (PEMF 7 Tesla, 4 canais) para recuperação muscular e estimulação metabólica; o Asgard EVO (criolipólise MVC 360° com Asgard Control Protocol) para os depósitos adiposos residuais pós-GLP-1; e o Perfection Mode (RF criogênica Frost Motion) para a flacidez cutânea decorrente da remodelação corporal acelerada.

O Dr. Victor Secomandi apresentou o protocolo no Workshop Satélite com casos clínicos documentados ao longo de 8 a 12 semanas de tratamento. O raciocínio é direto: o GLP-1 faz a perda de peso. O médico faz o corpo. A tecnologia é o instrumento dessa transformação com segurança e controle.

5. Melasma, o controle térmico como princípio, não como precaução

O Simpósio S32, coordenado pelo Dr. Carlos Roberto Antônio, presidente científico do CBCD 2026, reuniu especialistas internacionais como o Dr. Cesar González (Colômbia), que abordou a etiopatogenia do melasma, e a Dra. Elena Zappia (Itália), que apresentou resultados com laser de 785nm picossegundo no tratamento da condição. O consenso que emergiu do simpósio é que o melasma demanda, acima de tudo, precisão: precisão no comprimento de onda, precisão no pulso, precisão na entrega energética. O erro mais comum no tratamento tecnológico do melasma continua sendo o mesmo de sempre: calor não controlado sobre melanócitos hipereativos.

A fisiopatologia do melasma envolve melanócitos com reatividade amplificada a estímulos inflamatórios, ultravioleta e calor. Qualquer tecnologia que produza um pico térmico não controlado na epiderme, mesmo que transitório pode desencadear o ciclo inflamatório-melanogênico que perpetua a condição. É por isso que o melasma representa um dos maiores desafios da dermatologia estética e, paradoxalmente, uma das indicações mais claras para tecnologias com controle ativo de temperatura.

O Mjolnir Pro, com o protocolo SAFECoring para plasma frio controlado, atua sobre a derme e a epiderme gerando RONS que modulam a melanogênese e potencializam a penetração de ativos clarificantes sem produzir o pico térmico que caracteriza os energy-based devices convencionais. O plasma frio opera à temperatura ambiente, entre 30°C e 40°C na superfície tecidual, o que o torna compatível com o tratamento de melasma em fototipos II a V com segurança documentada. A tecnologia SAFECoring monitora a temperatura em tempo real e interrompe o disparo se os limiares de segurança forem ultrapassados, proteção que não depende da habilidade ou da atenção do operador.

O Perfection Mode complementa essa abordagem para a flacidez frequentemente associada ao melasma em pacientes acima de 40 anos. A RF criogênica Frost Motion trata a derme profunda e o tecido conjuntivo subcutâneo sem expor a epiderme à hipertermia, justamente porque o resfriamento ativo não é apenas proteção superficial, mas elemento central do protocolo. Para o paciente com melasma, isso significa acesso a neocolagênese sem o risco de gatilho inflamatório-melanogênico que as RF convencionais carregam.

No melasma, calor é inimigo. Controle é aliado. E a diferença entre os dois é, frequentemente, a diferença entre resultado e recidiva.

6. Pele negra e fototipos altos: tecnologia que inclui, não que exclui

O Simpósio S33, com apresentações dos drs. Eder Maeda e Carlos Chirano, abordou os desafios do tratamento de fototipos V e VI com tecnologias de energia. O risco de hiperpigmentação pós-inflamatória (PIH) e de formação de queloides em peles de fototipos altos não é teórico, é uma realidade clínica que historicamente limitou o acesso de pacientes negros às tecnologias de rejuvenescimento e tratamento estético. Nenhuma tecnologia de energy-based device específica foi apresentada como solução definitiva para esse perfil.

A questão técnica central é o controle da resposta inflamatória cutânea. Em fototipos altos, a cascata inflamatória desencadeada por energy-based devices que produzem calor acima dos limiares de segurança tecidual leva diretamente à síntese aumentada de melanina e ao risco de queloidização. A solução não está em evitar as tecnologias, está em escolher tecnologias cuja arquitetura de segurança seja inerente ao mecanismo de ação, não dependente do ajuste de parâmetros pelo operador.

O plasma frio (CAP) do Mjolnir Pro tem, por definição, um perfil térmico que o torna adequado para fototipos altos. Sua temperatura de operação na superfície cutânea mantém-se dentro de uma faixa que não desencadeia a cascata melanogênica-inflamatória característica das tecnologias de calor convencional. O SAFECoring adiciona uma camada de controle em tempo real que independe do julgamento subjetivo do operador, a temperatura tecidual é monitorada continuamente, e o sistema ajusta automaticamente os parâmetros para manter-se dentro da zona terapêutica segura.

O Mjolnir Pro é, até onde monitoramos o mercado, a única tecnologia de plasma com registro ANVISA que oferece regeneração tecidual com controle de temperatura em tempo real para todos os fototipos, incluindo os mais altos. Isso não é diferencial de marketing. É diferencial de acesso: uma tecnologia que pode ser usada com segurança em todos os pacientes que chegam ao consultório, independentemente da cor da sua pele.

Tecnologia que exclui não é inovação. É perpetuação de um problema antigo com uma embalagem nova.

7. O que você vai usar nos próximos 5 anos: a resposta que faltou no simpósio

O simpósio “Laser e Tecnologias: O Que Você Vai Usar nos Próximos 5 Anos”, coordenado pelos drs. Alexandre Filippo, Lucas Basmage e Valéria Campos com a participação do prof. Hugues Cartier (França), foi, talvez, o mais estratégico do congresso. HIFU, RF, laser e bioestimuladores foram citados como as tecnologias de maior relevância para a próxima meia-década. A discussão foi lúcida, tecnicamente fundamentada e apontou corretamente os mecanismos de ação que sustentam esses pilares.

O que o simpósio não entregou foi a resposta integrada. Cada tecnologia foi discutida em seu próprio contexto, com suas indicações e limitações, como se o médico devesse escolher uma delas, ou duas, no máximo para compor sua prática. A realidade clínica do paciente estético moderno é outra: ele chega com múltiplas demandas simultâneas que nenhuma tecnologia isolada resolve de forma completa. Lifting e flacidez. Gordura localizada e composição corporal. Regeneração dérmica e entrega de ativos. Recuperação muscular e metabólica após procedimentos sistêmicos.

A resposta que a Adoxy Medical apresenta não é um equipamento. É um ecossistema de quatro tecnologias que, em conjunto, cobrem aproximadamente 80% da demanda da medicina estética contemporânea:

  • ReNuance (HIFU / Ultrassom Microfocado): lifting estrutural não cirúrgico, atuação no SMAS, resultado de 12 a 18 meses após sessão única.
  • Perfection Mode (RF criogênica Frost Motion): neocolagênese profunda sem agulhas, controle ativo de temperatura, perfil de segurança ampliado.
  • Mjolnir Pro (plasma frio + fracionado + SAFECoring): regeneração dérmica, drug delivery, compatibilidade com todos os fototipos.
  • Supramáximus (PEMF 7 Tesla, 4 canais): recuperação muscular, estimulação metabólica, microcirculação.

O médico que trabalha com esse ecossistema não precisa escolher. Ele protocola.

8. Lipedema e tecnologias: o metabolismo como ponto de entrada

A Dra. Luciana Lourenço (SP) conduziu o simpósio de controvérsias em lipedema com foco nas abordagens farmacológicas e cirúrgicas. As tecnologias de energia foram mencionadas marginalmente, sem que nenhuma plataforma específica fosse apresentada como resposta estruturada para o paciente com lipedema. O debate refletiu o estado atual da literatura, fragmentado, com poucos ensaios controlados e forte dependência de relatos de casos e séries pequenas.

O lipedema é uma condição que exige respeito à fisiologia da microcirculação, da drenagem linfática e do metabolismo celular localizado. Abordagens que aumentam a inflamação local ou que produzem trauma tecidual significativo, mesmo que indiretamente podem exacerbar os sintomas e comprometer a progressão da doença. Por isso, a seleção de tecnologia para essa população não pode ser feita com os mesmos critérios usados para o paciente com lipodistrofia ginóide convencional.

O Supramáximus, com PEMF de 7 Tesla em 4 canais independentes, atua nos mecanismos centrais do lipedema: melhora de microcirculação, estímulo à drenagem linfática e ativação metabólica celular sem calor ou trauma tecidual. Uma revisão publicada no Frontiers in Sports and Active Living (2024) documentou aumento da extração de oxigênio local e redução de inflamação com PEMF. O Protocolo Body Center pode ser adaptado para lipedema leve a moderado, com o PEMF como âncora metabólica e o Perfection Mode para remodelação de contorno, sempre com avaliação clínica individualizada. (PMC)

9. IA na dermatologia: o que ainda falta nos equipamentos de energia

O Skin Digital Summit, coordenado pelos drs. Aline Okita e Thomaz Novoa, posicionou a inteligência artificial como presente ativo na prática dermatológica, não como promessa futura. Análise computacional de imagens de pele, predição de evolução de lesões, personalização de protocolos cosmétricos com base em dados fenotípicos e integração com sistemas de gestão clínica foram apresentados como realidades em implementação. O debate foi tecnicamente maduro e clinicamente relevante.

O que não foi discutido no Skin Digital Summit foi a aplicação de IA nos próprios equipamentos de energia. Os sistemas disponíveis ainda dependem do julgamento do operador para seleção de parâmetros, ajuste por fototipo e predição de resultado. A Adoxy Medical já trabalha nessa integração: ajuste automático de energia por fototipo, análise de pele pré-tratamento integrada e modelos preditivos baseados em dados clínicos acumulados. Não é promessa. É roadmap com base tecnológica já em construção.

10. Os homenageados e o legado que a tecnologia deve honrar

O CBCD 2026 homenageou três figuras que moldaram a medicina estética brasileira como campo científico e clínico: o Prof. Rogério Ranulfo, pela contribuição à cosmiatria; o Prof. Simão Cohen, pelo desenvolvimento do campo de laser em dermatologia; e o Prof. Samir Arbache, pela trajetória em inovações tecnológicas aplicadas à especialidade.

Esses três nomes representam, em conjunto, o arco histórico que transformou procedimentos estéticos de intervenções empíricas em protocolos baseados em evidência, com mecanismos de ação compreendidos, parâmetros validados e indicações clínicas definidas. O Prof. Ranulfo consagrou a cosmiatria como especialidade científica, o mesmo campo onde o Perfection Mode opera com controle térmico ativo. O Prof. Cohen validou o laser como instrumento de precisão clínica, a mesma precisão que o ReNuance leva para o HIFU multiplanar. O Prof. Arbache construiu sua carreira em inovação tecnológica aplicada, o princípio que orienta cada linha de desenvolvimento do portfólio Adoxy Medical.

É a mesma missão que nos orienta.

11. Complicações com preenchedores: quando “menos” não é conservadorismo, é ciência

O prof. Hugues Cartier (França) trouxe ao CBCD 2026 o dado que a comunidade internacional vem documentando com crescente preocupação: as complicações com preenchedores dérmicos, embolia vascular, oclusão arterial, perda de visão, reações sistêmicas não são eventos exclusivamente ligados à técnica do aplicador. São riscos inerentes ao procedimento, magnificados pela anatomia vascular variável entre pacientes e pela dificuldade de detecção intravascular em tempo real. A ANVISA reforçou esse alerta no início de 2026, ampliando as exigências de treinamento e notificação para intercorrências com preenchedores.

Uma revisão publicada no Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology documentou ao menos 98 casos de perda visual após injeção estética facial até 2015, com incremento de 49% entre 2015 e 2019. O ácido hialurônico foi responsável por 23,5% dos casos e a reversibilidade com hialuronidase para oclusão vascular retiniana não está comprovada. (PMC)

O movimento “menos preenchimento, mais estímulo” que emergiu de múltiplos simpósios do CBCD 2026 não é modismo. É a resposta clínica correta a um conjunto de evidências que a especialidade não pode mais ignorar. E é, também, o posicionamento que a Adoxy Medical defende há anos, não por oposição ao preenchimento como técnica, mas por convicção de que o estímulo à produção endógena de colágeno e à remodelação natural das estruturas dérmicas profundas é um caminho mais seguro, mais durável e mais alinhado com o que os pacientes realmente querem: resultado natural sem riscos sistêmicos.

O ReNuance estimula colágeno e elastina no SMAS, o mesmo plano anatômico que o cirurgião acessa em um lifting cirúrgico, sem injetar nada, sem atravessar vasos, sem risco de embolia. O Perfection Mode remodela o contorno facial e corporal por neocolagênese profunda, sem agulhas. O Mjolnir Pro regenera a matriz dérmica e potencializa ativos tópicos com permeação controlada, sem injeção intravascular. Resultado natural. Sem agulhas. Sem riscos sistêmicos. Sem downtime.

O futuro não é uma tecnologia. É um ecossistema.

A medicina estética moderna não tem um problema. Tem vários, simultâneos, no mesmo paciente. O que trata melasma com precisão pode não ser adequado para flacidez grau III. O que regenera a derme não responde à demanda metabólica do paciente pós-GLP-1. A resposta que a Adoxy Medical construiu ao longo de 15 anos de presença no mercado brasileiro, com registro ANVISA em toda a linha médica é um ecossistema de quatro pilares que se complementam sem se substituir:

  • Lifting: O ReNuance (HIFU com Pure Pulse Technology) atua no SMAS e nos planos dérmicos profundos com disparo bidirecional, produzindo lifting estrutural documentável em sessão única de 30 a 45 minutos, com resultado que se mantém por 12 a 18 meses.
  • Neocolagênese: O Perfection Mode (RF criogênica com tecnologia Frost Motion) trata a flacidez cutânea e o remodelamento de contorno com controle ativo de temperatura entre -10°C e +45°C, único sistema do mundo com essa capacidade, sem agulhas, sem downtime e com perfil de segurança compatível com todos os fototipos.
  • Regeneração: O Mjolnir Pro (plasma frio + fracionado + SAFECoring) regenera a matriz dérmica, amplifica a penetração de ativos e trata condições como melasma, flacidez superficial e dano actínico com controle térmico em tempo real, sendo indicado com segurança para fototipos I a VI.
  • Remodelação muscular e metabólica:O Supramáximus (PEMF 7 Tesla, 4 canais independentes) atua na recuperação muscular, na estimulação da microcirculação e no metabolismo celular, sendo o componente central do Protocolo Body Center para o paciente pós-GLP-1 e o diferencial para indicações como lipedema e recuperação pós-procedimento.

O CBCD 2026 foi, em muitos aspectos, uma confirmação. Confirmação de que os temas que definem o futuro da medicina estética, regeneração, lifting não cirúrgico, controle térmico, segurança para fototipos altos, abordagem do paciente GLP-1, alternativas ao preenchimento, já haviam sido mapeados, e que nossa tecnologia já tinha resposta clínica para cada um deles.

Para o médico que entende que o futuro da medicina estética é integração, não substituição  e que o paciente que chega ao consultório merece uma abordagem tão complexa e individualizada quanto a condição que ele apresenta o ecossistema Adoxy Medical foi construído para isso.

Perguntas frequentes

1. O ReNuance é diferente dos outros sistemas HIFU disponíveis no mercado?

Sim. A maioria dos sistemas HIFU comercializados opera com um único plano focal fixo por transdutor. O ReNuance, com Pure Pulse Technology e disparo de disparo bidirecional, permite múltiplos planos de coagulação ajustáveis em uma única sessão, o que significa que é possível tratar o SMAS, a derme reticular e a hipoderme superficial sem trocar de transdutor e sem aumentar o tempo de sessão. O resultado clínico é lifting multiplanar que reproduce, sem cirurgia, o que antes exigia intervenção no plano profundo.

2. O Perfection Mode tem registro ANVISA para uso médico?

Sim. Todos os equipamentos da linha médica da Adoxy Medical possuem registro ANVISA. O Perfection Mode é registrado como equipamento para uso em clínicas médicas e realização de procedimentos dermatológicos e estéticos por profissional habilitado.

3. O Mjolnir Pro pode ser usado em pacientes com melasma ativo?

O Mjolnir Pro, com o protocolo SAFECoring para plasma frio, é um dos equipamentos mais compatíveis com o tratamento adjuvante do melasma, justamente porque opera sem produção de calor significativo e com controle de temperatura em tempo real. É fundamental que o protocolo seja desenhado por um médico com experiência em melasma e que inclua fotoprotecção rigorosa como parte do tratamento. A indicação para melasma ativo deve ser avaliada caso a caso.

4. O Protocolo Body Center pode ser aplicado em pacientes que ainda estão em uso de GLP-1?

Sim, desde que o paciente esteja em fase estável do tratamento farmacológico, com peso relativamente estabilizado. O protocolo foi desenvolvido para o momento em que a perda de peso já produziu a remodelação corporal que o médico precisa tratar flacidez, redistribuição adiposa, alteração de composição muscular. A abordagem em pacientes ainda em perda ativa de peso deve ser planejada com cautela.

5. Como a Adoxy Medical aborda a integração dos quatro equipamentos em uma única clínica?

A integração dos quatro pilares tecnológicos segue uma lógica de protocolo clínico, não de uso simultâneo. Cada paciente é avaliado individualmente e recebe um protocolo que define quais tecnologias serão utilizadas, em qual sequência e com qual intervalo entre sessões. O treinamento clínico oferecido pela Adoxy Medical inclui a capacitação para esse raciocínio protocolar, não apenas para a operação técnica de cada equipamento isoladamente.

Referências

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