O Asgard Control Protocol, ou ACP, é um protocolo proprietário da Adoxy Medical desenvolvido para padronizar a utilização do Asgard EVO em procedimentos de criolipólise. Ele organiza a operação em cinco pilares: avaliação pré-procedimento, calibração MVC, monitoramento da sessão, registro pós-procedimento e follow-up estruturado por até 6 meses.
O objetivo é reduzir variações entre operadores, aumentar a rastreabilidade dos procedimentos e estabelecer uma rotina mais consistente de acompanhamento do paciente.
Na prática, o ACP parte de um princípio simples: a criolipólise não deve ser tratada apenas como uma aplicação de equipamento. Seleção do paciente, escolha da área, parâmetros, posicionamento, documentação e acompanhamento precisam fazer parte do mesmo processo.
Resumo rápido do Asgard Control Protocol
- Nome: Asgard Control Protocol, ou ACP.
- Equipamento: Asgard EVO, da AdoxyMedical.
- Objetivo: padronizar avaliação, aplicação, documentação e acompanhamento da criolipólise.
- Tecnologia relacionada: Minimal Vacuum Cryolipolysis, ou MVC.
- Pilares: avaliação, calibração, monitoramento, checklist e follow-up.
- Follow-up do ACP: 30, 60, 90 e 180 dias.
- Aplicação: clínicas que buscam maior padronização e rastreabilidade na operação da criolipólise.
O que é o Asgard Control Protocol?
O Asgard Control Protocol é a metodologia criada pela Adoxy Medical para organizar etapas críticas da criolipólise realizada com o Asgard EVO.
Em vez de concentrar a atenção apenas no momento do resfriamento, o ACP acompanha toda a jornada do procedimento. Isso inclui saber quem é um candidato adequado, como registrar a área, como trabalhar com o sistema MVC, quais informações documentar e quando reavaliar o paciente.
Essa organização é especialmente relevante em clínicas com diferentes operadores, nas quais variações de técnica, documentação ou acompanhamento podem dificultar a padronização da rotina.
Por que a criolipólise exige acompanhamento além da sessão?
A criolipólise é uma tecnologia não invasiva utilizada para redução de gordura localizada por meio de resfriamento controlado do tecido adiposo.
Embora grande parte das reações relacionadas ao procedimento ocorra no período inicial, existem eventos adversos de apresentação tardia. Um dos mais conhecidos é a hiperplasia adipocitária paradoxal, ou HAP, caracterizada pelo aumento do tecido adiposo na região tratada em vez da redução esperada.
Por essa razão, um modelo de acompanhamento não deve terminar quando os aplicadores são removidos. O ACP conecta avaliação inicial, execução, registro e follow-up para facilitar a comparação da evolução ao longo dos meses.
É importante destacar que nenhum protocolo permite afirmar risco zero de HAP. O objetivo do ACP é aumentar controle operacional, documentação e capacidade de identificar alterações que mereçam avaliação.
Quais são os 5 pilares do Asgard Control Protocol?
O ACP organiza a utilização do Asgard EVO em cinco pontos de controle.
1. Avaliação pré-procedimento
A primeira etapa é verificar indicação, características da região e condições que possam interferir na segurança ou na adequação da criolipólise.
A avaliação deve considerar, conforme julgamento do profissional:
- composição corporal;
- distribuição e espessura do tecido adiposo;
- região que será tratada;
- histórico de procedimentos na área;
- histórico de criolipólise;
- condições relacionadas à sensibilidade ou exposição ao frio;
- contraindicações aplicáveis ao procedimento;
- expectativas do paciente.
A área também deve ser registrada de maneira precisa. Quando houver fotodocumentação, manter iluminação, distância, enquadramento e posição corporal semelhantes facilita comparações futuras.
2. Calibração MVC
MVC significa Minimal Vacuum Cryolipolysis e faz parte da proposta tecnológica do Asgard EVO.
No ACP, a lógica é trabalhar com o nível de vácuo necessário para obter acoplamento adequado do aplicador, levando em consideração anatomia, região, tecido e estabilidade durante o procedimento.
O princípio não é simplesmente selecionar o menor número disponível no equipamento. A calibração precisa ser compatível com o paciente, com a área e com o aplicador utilizado.
Abdômen, flancos, braços e coxas apresentam características anatômicas distintas. Por isso, a configuração não deve ser tratada como um parâmetro universal para todas as aplicações.
3. Monitoramento durante a sessão
Depois da calibração, o procedimento precisa permanecer acompanhado.
Entre os pontos que podem ser monitorados estão:
- posicionamento do aplicador;
- estabilidade do acoplamento;
- temperatura e vácuo;
- tempo de aplicação;
- resposta do paciente;
- alterações locais inesperadas.
O Asgard EVO possui controle individual de parâmetros por aplicador e recursos de monitoramento que ajudam a organizar essa etapa. A tecnologia, entretanto, não substitui avaliação e supervisão do profissional habilitado.
4. Checklist pós-procedimento
A quarta etapa é transformar o atendimento realizado em um registro rastreável.
A ficha pode reunir:
- região tratada;
- aplicador utilizado;
- configuração de vácuo;
- tempo da aplicação;
- temperatura e demais parâmetros relevantes;
- intercorrências observadas;
- orientações fornecidas;
- registros fotográficos, quando pertinentes;
- datas programadas para acompanhamento.
Com essas informações, a equipe consegue comparar sessões e revisar o histórico caso surja uma dúvida ou alteração posterior.
5. Follow-up de até 6 meses
Dentro do Asgard Control Protocol, a Adoxy Medical propõe retornos em 30, 60, 90 e 180 dias.
Esse cronograma cria pontos definidos para observar evolução, comparar registros e investigar alterações fora do esperado.
Os 180 dias representam o ciclo estruturado do ACP, mas não significam que alterações posteriores sejam impossíveis. Caso o paciente apresente sinais ou queixas após esse período, a avaliação clínica continua indicada.
Como funciona a calibração MVC na criolipólise?
A calibração MVC deve considerar o equilíbrio entre acoplamento adequado e utilização do vácuo de acordo com as características da região tratada.
O objetivo é evitar uma lógica de configuração fixa para todos os pacientes.
| Região | O que observar | Princípio de calibração |
|---|---|---|
| Abdômen | Espessura da dobra, anatomia e encaixe do aplicador | Ajustar o vácuo até obter acoplamento estável conforme o protocolo |
| Flancos | Curvatura da região e estabilidade do aplicador | Confirmar posicionamento e estabilidade antes do resfriamento |
| Braços | Quantidade de tecido captável e posição do paciente | Individualizar o vácuo e observar estabilidade do encaixe |
| Coxas | Anatomia local, região selecionada e adaptação do aplicador | Definir a configuração de acordo com avaliação e aplicador utilizado |
Essa tabela apresenta a lógica operacional do ACP e não substitui treinamento, manual do equipamento ou decisão do profissional responsável.
Follow-up de 6 meses: o que avaliar em cada etapa?
O acompanhamento do ACP foi estruturado em quatro momentos. Cada retorno tem uma função diferente dentro da documentação da evolução.
Retorno de 30 dias
O primeiro retorno permite registrar recuperação inicial, sintomas persistentes e alterações que mereçam acompanhamento.
Podem ser avaliados:
- sensibilidade local;
- dor persistente;
- alterações palpáveis;
- aspecto da área tratada;
- fotodocumentação comparativa;
- queixas relatadas pelo paciente.
Retorno de 60 dias
Aos 60 dias, o foco passa a incluir a evolução do contorno da região e a identificação de alterações inesperadas.
Aumento de volume, endurecimento localizado, assimetria nova ou mudança relevante em relação às imagens iniciais devem ser documentados e avaliados pelo profissional.
Retorno de 90 dias
O retorno de 90 dias oferece um novo ponto de comparação clínica e fotográfica.
Nesse momento, o profissional pode avaliar a evolução da área e decidir se o paciente deve apenas continuar em acompanhamento, se existe indicação de outra conduta ou se algum achado precisa ser investigado.
Retorno de 180 dias
Aos 180 dias, o ACP realiza a comparação longitudinal do período programado pelo protocolo.
A equipe pode revisar:
- fotografias iniciais e atuais;
- simetria da região;
- evolução percebida;
- satisfação do paciente;
- presença de alterações persistentes ou tardias;
- necessidade de acompanhamento adicional.
O encerramento do ciclo previsto pelo ACP não dispensa nova avaliação caso surjam sintomas ou alterações posteriormente.
Por que documentar a criolipólise?
A documentação cria uma linha do tempo objetiva do procedimento.
Sem registros padronizados, torna-se mais difícil saber quais parâmetros foram utilizados, comparar a evolução ou reconstruir uma sessão realizada meses antes.
Uma rotina bem documentada melhora:
- rastreabilidade;
- continuidade do atendimento;
- comunicação entre profissionais;
- comparação de resultados;
- avaliação de intercorrências;
- controle interno da operação.
Como implementar o ACP em clínicas com vários operadores?
Quanto maior o número de profissionais envolvidos, maior a importância de usar os mesmos critérios de avaliação, registro e acompanhamento.
A implementação pode ser dividida em três frentes.
Treinamento
Todos os profissionais envolvidos precisam conhecer os cinco pilares, as características do Asgard EVO, a lógica MVC, contraindicações aplicáveis e a rotina de acompanhamento adotada pela clínica.
Ficha padronizada
A utilização de uma ficha única facilita a continuidade do atendimento mesmo quando diferentes profissionais participam do caso.
Triagem, área, aplicador, parâmetros, registros, orientações e retornos devem permanecer acessíveis no histórico.
Revisão do processo
O responsável técnico pode revisar periodicamente amostras de procedimentos para identificar inconsistências de documentação, retornos pendentes ou diferenças na execução entre profissionais.
O ACP reduz o risco de HAP?
A hiperplasia adipocitária paradoxal é uma complicação rara e tardia associada à criolipólise.
Não é adequado afirmar que o Asgard Control Protocol elimina a possibilidade de HAP. O protocolo foi desenvolvido pela Adoxy Medical para aumentar o controle sobre variáveis operacionais, como triagem, vácuo, posicionamento, monitoramento, documentação e acompanhamento.
Na prática, isso permite que a clínica trabalhe com um processo mais estruturado e tenha melhores condições de identificar e documentar alterações que exijam investigação.
O que fazer diante de uma suspeita de HAP?
Uma alteração tardia de volume na região tratada não deve ser diagnosticada apenas pela aparência.
Diante de uma suspeita, a conduta deve incluir avaliação pelo profissional responsável e documentação completa do caso.
Como princípio de segurança, a clínica pode:
- registrar a alteração com fotografias comparáveis;
- revisar a sessão original e seus parâmetros;
- registrar início e evolução da queixa;
- evitar novas aplicações na região até esclarecimento;
- encaminhar para avaliação médica quando necessário.
Diagnóstico e definição de tratamento devem ser realizados pelo profissional habilitado.
Quais são os benefícios operacionais do Asgard Control Protocol?
O principal benefício do ACP é transformar diferentes etapas da criolipólise em um processo organizado e reproduzível.
- Padronização: cria critérios comuns para a equipe.
- Rastreabilidade: mantém parâmetros e decisões registrados.
- Acompanhamento: estabelece retornos programados.
- Consistência: reduz a dependência de decisões improvisadas.
- Gestão clínica: facilita revisão de casos e intercorrências.
- Experiência do paciente: demonstra continuidade do cuidado após a sessão.
Como explicar o ACP ao paciente?
A comunicação não precisa incluir todos os detalhes técnicos do protocolo. O ponto principal é explicar que o procedimento possui etapas antes, durante e depois da aplicação.
A criolipólise não termina no dia da sessão. Com o Asgard Control Protocol, seguimos etapas de avaliação, calibração, documentação e acompanhamento para monitorar sua evolução ao longo dos meses.
Essa explicação ajuda o paciente a compreender por que os retornos fazem parte do cuidado proposto pela clínica.
Erros que prejudicam a padronização da criolipólise
- utilizar os mesmos parâmetros sem considerar diferenças entre pacientes e regiões;
- não registrar área, aplicador e configurações utilizadas;
- realizar documentação fotográfica sem padrão;
- tratar os retornos como opcionais dentro de um protocolo que prevê acompanhamento;
- alterar parâmetros sem registrar a justificativa;
- permitir critérios muito diferentes entre operadores;
- prometer resultados sem avaliação individual;
- ignorar que algumas intercorrências podem ter apresentação tardia.
Perguntas frequentes
O que é o Asgard Control Protocol?
O Asgard Control Protocol, ou ACP, é o protocolo proprietário da Adoxy Medical criado para estruturar avaliação, calibração, monitoramento, documentação e acompanhamento da criolipólise realizada com o Asgard EVO.
O ACP é obrigatório para usar o Asgard EVO?
O ACP não deve ser apresentado como uma obrigação legal. Trata-se do protocolo desenvolvido pela Adoxy Medical para orientar uma operação mais padronizada do Asgard EVO.
O que significa MVC na criolipólise?
MVC significa Minimal Vacuum Cryolipolysis. No ecossistema Asgard, o conceito está relacionado ao controle do vácuo de acordo com o acoplamento necessário, a anatomia da região e o aplicador utilizado.
Quais retornos fazem parte do ACP?
O protocolo estabelece pontos de acompanhamento em 30, 60, 90 e 180 dias. Esses retornos ajudam a documentar a evolução e identificar alterações que mereçam avaliação.
Por que o acompanhamento chega a 6 meses?
Porque parte da evolução da criolipólise e algumas alterações adversas podem ocorrer de maneira tardia. O acompanhamento longitudinal cria oportunidades de comparação e avaliação além do período imediatamente posterior à sessão.
O ACP elimina o risco de hiperplasia adipocitária paradoxal?
Não. Nenhum protocolo deve ser apresentado como capaz de eliminar totalmente o risco de HAP. O ACP busca organizar variáveis operacionais e aumentar a rastreabilidade e o acompanhamento da criolipólise.
O ACP pode ser aplicado diretamente a outros equipamentos?
Os princípios gerais de avaliação, monitoramento, documentação e acompanhamento podem servir como referência de boas práticas. Entretanto, configurações, parâmetros e recursos relacionados ao MVC e ao Asgard EVO não devem ser transferidos automaticamente para outros equipamentos.
Asgard Control Protocol transforma aplicação em processo
O Asgard Control Protocol foi desenvolvido pela Adoxy Medical para estruturar a criolipólise com o Asgard EVO como um processo completo, e não apenas como o período em que o paciente permanece conectado ao equipamento.
Avaliação, MVC, monitoramento, registro e follow-up formam uma sequência que ajuda a clínica a trabalhar com maior consistência e rastreabilidade.
Para equipes com diferentes operadores, essa padronização também facilita treinamento, revisão de casos e continuidade do acompanhamento.
O diferencial do ACP está justamente nessa visão longitudinal: cada sessão gera dados que podem ser comparados nos retornos seguintes, permitindo que tecnologia, operação e acompanhamento clínico permaneçam conectados durante todo o processo.





