CRIOLIPÓLISE – CONGELAR OU RESFRIAR, EIS A QUESTÃO!

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Os equipamentos de Criolipólise congelam ou resfriam a gordura localizada?

Uma questão comum entre pacientes e profissionais da área estética, as máquinas de Criolipólise congelam ou resfriam a gordura? O que isso influencia no tratamento?

Vamos do começo. Para entender um pouco mais sobre a tecnologia vamos a semântica CRIO (frio, gelo, congelamento, etc) LIPÓLISE (degradação de lipídios). Já pela semântica começa a confusão, equipamentos de criolipólise não induzem a lipólise de células de gordura, mais do que isso, promovem sua morte programada, isto é, sua apoptose. Portanto o nome mais correto para esta tecnologia seria crioapoptose. Creio que o marketing não aprovaria um nome desses.

Em suma, um equipamento de criolipólise é um indutor de frio que concentra essa capacidade a área tratada por seus manípulos.

COMO ELES CONGELAM/RESFRIAM?

Equipamentos de criolipólise não usam compressores como a de um refrigerador, não usam nenhum tipo de líquido refrigerante e nem gás freon. Estes equipamentos resfriam graças a tecnologia das células de congelamento, que são pequenas unidades cerâmicas que geram calor de um lado e frio do outro. Existem vários tipos de células, cada uma destinada a sua aplicação, isto é, variam de acordo com seu uso, portanto, podem variar no tamanho e na sua potência, que é mensurada em W.

Nos equipamentos de criolipólise elas devem ser de alta potência e capazes de de gerar uma diferença de temperatura considerável do tecido adiposo para que haja perda de calor.

Isto mesmo, na verdade não é a célula de congelamento que resfria o tecido adiposo, é o tecido adiposo que cede calor a célula de congelamento. Vamos lembrar da Física? Quando um corpo, por exemplo, um objeto sólido ou um fluido, está a uma temperatura diferente da temperatura de seu entorno ou outro corpo, a transferência de energia térmica, também conhecida como fluxo de calor ou troca térmica, ocorre de tal maneira que o corpo e seu entorno alcancem equilíbrio térmico; o que significa que, se encontram a mesma temperatura, a lei zero da termodinâmica.

Resumindo, o tecido adiposo irá ceder calor ao manipulo resfriado para que estes dois corpos distintos alcancem um equilíbrio térmico, isto é, a mesma temperatura.

Dado isso, vamos pensar em um equipamento que gere -10ºC, num tempo de 50 minutos. Vamos imaginar um tecido adiposo dentro da cavidade deste manípulo. O tecido adiposo irá congelar ou resfriar? A resposta é depende. Depende de vários fatores, um deles é o meio como esta troca térmica esteja ocorrendo, se por um bom condutor, a perda de calor no tecido adiposo será mais rápida, se por um mal condutor mais lenta. Vale ressaltar que, nessa condição hipotética, não estamos considerando fatores como temperatura externa, a região tratada, a fisiologia do paciente. A resposta definitiva para essa questão seria dada somente com termômetros adequados e na minha opinião, com um supercondutor talvez isso fosse possível.

O fato é, precisa congelar? O que se busca é congelamento?
Um equipamento de criolipólise deve danificar células de gordura o suficiente para se autodestruírem por resposta do sistema imunológico, segundo Coleman et al., 2009; Mullholland, Paul, Chaulfon.,2011, exames in vitro apontaram apoptose em temperaturas abaixo da temperatura corporal porém acima da temperatura do congelamento da água. Vale dizer também que segundo Manstein et al.,2009 o grau de paniculite depende da temperatura utilizada, isto é, quanto menor a temperatura maior grau de paniculite. Mas há um limite. O limite está no momento que esse tratamento extrapola o resfriamento e começa o processo de congelamento. E quem congela primeiro? A pele!

Congelar o tecido a uma temperatura de -10ºC, isto é, se o tecido adiposo chegar a essa temperatura, não mais observaremos uma paniculite e sim necrose, um dano tecidual gravíssimo.

Vale ainda ressaltar que o meio condutor desta transferência de calor do tecido é a pele, por isso é errado afirmar que uma máquina de criolipólise deve congelar gordura como é comumente divulgado. Por isso tantos casos graves de queimadura, por inabilidade do profissional no uso desta tecnologia, e claro, o marketing desprovido de ética e responsabilidade. Gordura não é picolé.

OS MANÍPULOS DO ASGARD COM SKIN PROTECT

O Asgard da Adoxy Medical, pensando em tratamentos mais seguros lançou no mercado manípulos com proteção SKIN PROTECT, em português, PROTEÇÃO DA PELE, mas como é isso?

Manípulos comuns tem a placa de congelamento (coolplate) em metal como mostra foto abaixo:

O metal é um bom condutor térmico, isto é, ele irá transferir a temperatura com boa condutividade entre o tecido adiposo e a célula de congelamento que se localiza logo atrás da coolplate. Por ser um bom condutor é também mais propenso a uma intercorrência, uma vez que a pele irá ficar mais suscetível ao congelamento desta coolplate, mesmo protegido pela membrana anticongelante.

Some isso ao risco potencializado de intercorrências. Ainda temos a possibilidade do aparecimento de uma dermatite alérgica do contato da pele com o metal.

Por essa razão a Adoxy Medical projetou manípulos ‘’blindados’’, isto é, com a coolplate com material não metálico. Os manípulos do Asgard são confeccionados com bioplástico do tipo PP, que é atóxico e antialérgico, portanto sem risco de dermatite alérgica.

Mas são tão eficientes e realizam tratamento como um manípulo com cooplate metálica? A resposta é sim!

Essa característica proporciona que se possa fazer terapias com temperaturas mais baixas e por um tempo maior, com risco de queimaduras muito reduzido.

COMO ELES FUNCIONAM?

Na termodinâmica a transferência, transmissão ou propagação de calor, algumas vezes citada como propagação ou transferência térmica, é a transição de energia térmica de um corpo mais quente para um corpo mais frio. Em outras palavras, só há a propagação térmica quando existe uma diferença de temperatura entre eles.

Mais uma vez vamos recorrer a termodinâmica. Quando um corpo, por exemplo, um objeto sólido ou um fluido, está a uma temperatura diferente da de seu entorno ou outro corpo, a transferência de energia térmica, também conhecida como fluxo de calor ou troca térmica, ocorre de tal maneira que o corpo e seu entorno alcancem equilíbrio térmico; o que significa que se encontram a mesma temperatura, a lei zero da termodinâmica. Quando ocorre transferência de energia térmica de um corpo para outro, a propagação se faz do corpo de maior temperatura para o de menor (do mais quente para o mais frio), como descrito pela segunda lei da termodinâmica ou o chamado enunciado Clausius. Quando existe uma diferença de temperatura entre dois objetos em proximidade um do outro, a transferência de calor não pode ser detida; só pode ser feita mais lentamente (noutras palavras, não existe material isolante perfeito).

Resumindo, o fato do manípulo ter a cobertura bioplástica entre a coolplate metálica e o tecido a ser tratado, não significa que não haja transferência de calor, isto é, não significa que o tecido adiposo não esteja resfriando.

Por realizar esse tratamento por propagação térmica, o ponto focal, o ponto onde há maior perda de calor se encontra exatamente dentro do tecido adiposo, preservando a pele como condutor térmico. Por isso os tratamentos podem ser realizados com maior segurança em temperaturas mais baixas, no caso do Asgard até -15ºC e com tempos de até 120 minutos.

Manípulos com SKIN PROTECT proporcionam maior conforto na aplicação, protocolos com temperaturas mais baixas, maior tempo de exposição e risco de intercorrências diminuídos. Mais resultado com maior segurança.

Por: Carlos Miranda – Especialista em Produtos
Adoxy Medical
www.adoxymedical.com.br

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